recostar a cabeça na pedra do riacho e acomodar o corpo com cuidado sobre as pedras para sentir a água passar enquanto fritava o pitú do meu almoço foi um dos momentos mais inesquecíveis da minha cabeça fisica, essa que tem cabelos pretos e fortes pensamentos brancos e tênues sentimentos camaleônicos ora de felicidade pela paz do dia ora aflitos por tanto que há para sorver ainda esta noite, mas bom mesmo é botar a cabeça como debaixo da cachoeira nos fundos do terreno do sertão lá de maresias onde certamente não volto, portanto além de ir comprar os livros que quero ler tenho que arrumar outra cachoeira para sentar bem no meinho da queda, sem muito risco, mas onde o jorro seja de trezentos quilos de impacto, de agua no topo, era o que eu faria agora se em vez de bambu tivesse uma queda dágua no quintal..aiai e assim vou tornando importantes os meus desejos bobos perdendo a noite de sono por um lugar onde sentir a agua jorrar na cabeça, meu travesseiro é fofo mas não tem esse efeito...
Como ensinar de novo, contudo, o que havia sido ensinado corretamente e aprendido de modo errôneo um milhão de vezes, ao longo dos milênios da mansa loucura da humanidade? Eis a última e difícil tarefa do herói. “O herói de mil faces” – Joseph Campbell
27 de março de 2010
LAS TOLEDAS
23 de março de 2010
CLELIA
cheguei tarde para almoçar hoje e encontrei catalunha refogada no restaurante onde almoço todos os dias, tava uma delicia e engraçado que por causa da catalunha amarga escura e super saborosa eu lembrei que era uma das verduras preferidas da minha mãe, aí lembrei que hoje era 23 de março, seria aniversário da minha mãe, faço as contas e me dou conta de que hoje ela faria 80 anos, nossa! que coisa importante! 80 anos! me deliciei pensando nela, almoçando sózinha e numa muito boa de repente fiz ficar especial por causa dela o meu dia e agora não vou dormir sem registrar o acontecido à todos que sabem de que pessoa afinal estou falando, sem qualquer tristeza mas com uma saudade gostosa como aquela catalunha que comi com gosto,.. tivesse tempo eu teria prosseguido o resto do meu dia só fazendo coisas que ela gostava de fazer, visitar as netas, dar uma saidinha, encontrar-se com uma amiga, nutrir-se enfim da vida interior, que nunca faltou a ela...mas logo subi para trabalhar, só que o fiz a tarde toda com a alma cheia dela, com a alma como a dela, com a alma da "Lela" apelido que a Moira minha sobrinha deu para ela...bjs mamãe
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