27 de março de 2010

LAS TOLEDAS

demorou mas descobrí que futilidade não era palavrão mas uma espécie de coisa indesejável nas pessoas e que autencidade era algo bom, antes mesmo de ser adolescente essas coisas soavam assim a seco primeiro, e com sentido bem depois, também esse negócio de não ser formal, ter opinião, etc. tudo isso associo à ela, que um dia há muito tempo foi contato de agência, uma espécie de executiva da av paulista, de saia cinza , camisa de homem, e sapato mocassim baixo, um luxo, andava com gente bacana, artistas e intelectuais dos anos...sei lá, rua oscar freire, geração da minha irmã, acho que início dos anos 70, época braba que nem ela, depois veio o casamento tão brasileiro quanto manteiga de garrafa e bolo de rolo, e esse nome da rua madrilenha que ela exibe aí na foto é o nosso nome de família, nome de gente que não passa desapercebida nunca nem que queira, gente que sempre acreditou na revolução e que costuma ser dura na queda além de transitar com desenvolura entre contradições e aguentar grandes tragédias, desde as mais comunzinhas do dia a dia até as estruturais que tiram o chão social e o da gente mesma, aquele chão que nem sempre tá lá quando a gente levanta da cama e assim mesmo a gente não cai, pelo menos não em publico, ...forjadas em aço como disse um toledo, sofremos sim mas com a devida classe, dignidade e elegância, discretos ou não, da burguesia ou da perifa..algo em nós é indócil sempre, pouco convencional para o bem e para o mal, .... logo que saí de florianópolis da primeira vez que fiquei com ela uns dias, antes que o avião decolasse, peguei dela um recado super gostoso no meu celular dizendo qualquer coisa carinhosa como boa viagem gostei de ver te quero muito bem, algo assim, coisa plena, de prima mesmo.

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