18 de setembro de 2010

Só se fizer sentido!!

foto extraída do blog http://andoape.blogspot.com/


os pensamentos todos de plantão esperando na porta para ver quem ia me infernizar hoje, aproveitando-se do fato de que me atrasei para sair e não meditei de manhã, pronto...vem o sentimento estranho de isolamento forçado, a identificação hedionda com a Anne Frank, quem nesse mundo de Deus se identificaria com a Anne Frank?? só eu, lendo esse livro lindo mas tão denso que a minha filha comprou na FLIP justo num momento desses meio de transição entre o Ser e o Nada, não tão Sartre assim mas também nem tão Malarmé, a obra é maravilhosa em tempo de Yom Kippur e eu me sinto bem lendo...falta pouco para acabar a guerra, to em 43! e assim, nada como uma boa indignação para você voltar ao ponto, olhar o nada meia hora, desmarcar compromissos e só retornar 1 entre 5 ligações, se desculpando interiormente pelas que não deu para responder, quem ligou porque gosta de você e sabe da tua vida já deu seu afeto só de ter o seu nome piscando no meu celular, me sinto extremamente acurada de decidir que isso basta! acho fofo quem liga é como me mandar um beijo que recebo mas não atendo, é o mundo lá fora que meio sem saber como manda me dizer que tenho suporte, e aí vai me curando porque acaba com essa coisa chata que faz você acabar acreditando no que fez os outros acreditarem sobre você, ou no que acreditaram porque queriam, não vale a pena, tem tanta coisa legal para fazer que os sentimentos aceitos limitam-se aos que fizerem sentido ou ao que trará benefício ao momento! se a gente não tem como se livrar de um sentimento chato, pelo menos não dá muita atenção a ele, bota o foco em outro já que eles vem em profusão. Mal comparando, é como num orçamento, tira um pouco disso acrescenta naquilo, estou negociando com a vida e neste fim de semana se der irei no máximo à procura de ipês floridos, imperdíveis na rua de cima perto da banca, porque já já as flores vão terminar de cair todinhas, vou também aproveitar para comprar a revista Mente & Cérebro deste mês que não tinha chegado em nenhuma das bancas por onde passei a pé hoje, de um bairro ao outro de São Paulo... Não tenho ninguém de quem me ocupar, nem a quem encher a bola ou dar afeto e atenção des-ne ou exageradamente como sempre fiz, tendência que não encerro de estabelecer relacionamentos neuróticos e em desnível comigo, mas em compensação, e deve ser exatamente por isso que agora fiquei "todinha para mim" e "num tenho que nada", e pela primeira vez a esta altura do campeonato quem me ama só acompanha e respeita, de forma discreta e carinhosa, no meu tempo, o meu próprio movimento, acho que to mudando de padrão, sendo trabalhada, e estes são só os primeiros dias de todo o resto da minha vida! ai ai....hora de dormir.

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