
a centésima vez que senti o mal estar do abandono coincidiu com a milésima vez que me livrei dele abrindo um livro, com o passar do tempo isso não resolvia porque uma hora o livro acabava e eu não...acabei tendo que me ler a mim e sei lá em que momento ficou completa e irreversivelmente claro que este estado de espirito chamado sentimento de abandono é igual a não ter me a mim...será que é para todo mundo? talvez! para mim era, foi batata! lá pelas tantas, (podia ter sido bem antes dos cinquenta, quem dera) deu o click e o meu bem estar virou permanente porque dei a luz a minha pessoa!! assim inteirazinha, cobrindo os buracos sem pudor, achando graça no que me fazia chorar, entendendo que a voz do mundo externo é sempre cruel, esse é o seu papel: ao mundo cabe ser cruel, e `a nós cabe dar a volta nele!! nunca mais me pegou essa maldita sensação de solidão, arrumei um atalho para mim mesma que não tá em terapia alguma, em livro nenhum, em nada, só em mim mesma, só lamento que isso não tenha acontecido antes....assim eu poderia ter me libertado antes do amor que não me dedicaram do respeito que não tive que tudo que até hoje insistem em me negar e que hoje nem dou conta mais porque to com os olhos totalmente voltados para a fonte inesgotável de romance que ora vivo comigo...se cruzasse dona Ivone Lara hoje minha vida daria um bom samba
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