"A Cabala do Dinheiro" Nilton Bonder, Riquezas pelo que não se tem....Imago, p.50
Como ensinar de novo, contudo, o que havia sido ensinado corretamente e aprendido de modo errôneo um milhão de vezes, ao longo dos milênios da mansa loucura da humanidade? Eis a última e difícil tarefa do herói. “O herói de mil faces” – Joseph Campbell
20 de junho de 2009
ECOLOGIA INTERIOR
com relação à vida econômica , a viver com muito ou com poucos recursos, a sentirmo-nos muitas vezes desafortunados por não possuir algum tipo de bem, um imóvel, um padrão de vida confortável, em contraposição ao sacrifício de sempre, à escassez incompatível com o quanto trabalhamos sem nunca acumular...e que afinal sempre foi tão claramente explicado pelo marxismo como sendo a essência do capitalismo, eu que antes não poderia sequer ouvir algo como isso reproduzo aqui o que diz Nilton Bonder, o rabino: ..."quanto menos transformamos em bens materiais nossos bens de outras dimensões, tanto melhor é. Só assim temos uma medida de nosso verdadeiro sustento, sem dilapidar reservas de outros mundos. Poderíamos inclusive dizer que somos ricos pelo que não temos. Esta é uma extensão da noção ecológica de mencionamos atrás: é melhor não fazer nada do que transformar algo em nada. Mais vale deixarmos riquezas que estão sob uma forma sem nelas mexermos do que buscarmos transformá-las em apenas uma única expressão de riqueza. Se fazemos isso, vamos descobrir-nos criando um duplo trabalho - concretizá-las em abastança num único mundo do sustento, criando escassez em oturos e tendo, portanto, tendo que revertê-las em algum momento. ....quantas vezes nos pegamos trilhando caminhos de enriquecimento no mundo concreto, tendo depois de gastar enormes reservas destes recursos para poder suprir a escassez e carência gerados nos outros mundos do sustento? Quantos recursos e tempo são perdidos nesse processo de não sabermos mediar as comportas do quê queremos transformar de nossos tesouros ou méritos em propriedades e poder? Se isto não parece real, pense em todos os recursos que o Mercado precisa suprir para gerir os níveis de depressão, autodestruição, carência emocional, tédio e falta de sentido que são nele introduzidos pelo mau gerenciamento de nossos próprios recursos de sustento nos diferentes mundos. Economizássemos mais nossos recursos emocionais, espirituais e transcendentes, e este Mercado estaria em melhores condições, quem sabe atingindo os índices "messiânicos" (com permisso, mas acho que aqui podemos substituir essa expressão por índices "satisfatórios ou plenos"). A combustão de nossas reservas de tempo em apenas algumas formas de riqueza tem empobrecido demais nosso Mercado, criando uma espécie de recessão em certos mundos onde grande parte da população não dispõe de meios sequer para garantir níveis de troca mínimos...Fica assim caracterizada a ausência de uma massa crítica considerável de economias saudáveis neste mundo - como se saturássemos o mercado de indigências e aposentadorias emocionais, espirituais e transcendentes. Não estão longe da verdade portanto os economistas que instuitivamente chamam de bolsões de pobreza e subdesenvolvimento de "terceiro mundo". No Cabala, chamá-los-íamos de aprisionamento no "quarto-mundo", lembrando apenas que esta pobreza e subdesenvolvimento é dos indivíduos, seja qual for a camada da sociedade a que pertençam, ou mesmo se esta é considerada materialmente rica ou não. Então perguntamos: Como podemos impedir esse processo de entulhamento de recursos em apenas uma única diemnsão da riqueza? Como podemos criar protecionismo (outra expressão ruim pra dizer algo bom) a cada um dos mundo até que uma maturidade "messiânica" nos permita a verdadeira economia de mercado (divisão da renda!!), também entre esse mundos (esses da exclusão que não tem o que trocar) Como criar conexões entre esse mundos? Desejamos por fim enriquecer sem ter mais, e esta é uma batal
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